A corrida eleitoral na Paraíba se aproxima da consolidação com o anúncio feito através do ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo, Cícero Lucena (MDB), que oficializou a escolha de Diogo Cunha Lima (PSD) como candidato a vice-governador em sua chapa para as eleições de outubro.
Lima age como empresário na Paraíba e é filho do ex-governador do estado, Cássio Cunha Lima, também filiado ao Partido Social Democrático (PSD).
O anúncio foi feito em acontecimento feito através do PSD na Paraíba nesta segunda-feira (27/4). Na ocasião, Lucena celebrou a decisão ao lado do pré-candidato a vice, que, por sua vez, afirmou estar “pronto” e “querendo trabalhar” para o estado da Paraíba.
Durante o encontro, a legenda também reiterou o suporte ao senador apoiador da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Veneziano Vital do Rêgo (MDB), para concorrer ao Senado através do estado. O anúncio foi feito através do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), que é irmão de Diogo Cunha Lima e presidente do PSD no estado.
Ele também anunciou o deputado estadual André Gadelha (MDB) como o segundo candidato ao Senado através da legenda. A decisão consolida a aliança entre PSD e MDB na Paraíba, e acirra a corrida através do Senado.
Disputa eleitoral na Paraíba Cícero Lucena (MDB) oficializa Diogo Cunha Lima (PSD) como vice, consolidando sua chapa ao governo da Paraíba: anúncio ocorreu em acontecimento do PSD, com sinalização de aliança firme entre os partidos; PSD e MDB também definem apoio ao Senado: Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha. Decisão fortalece a coligação e aumenta a disputa pelas vagas na Casa Alta; Chapa de Lucena pressiona o governador Lucas Ribeiro (PP), que ainda não estabeleceu vice: ambos lideram pesquisas e representam embate entre PT e Centrão no estado; Disputa ao Senado gera tensão na base governista e pode favorecer um outsider: divisão entre apoiadores abre espaço para crescimento de Marcelo Queiroga (PL). Pressão no adversário Com os destaques da chapa de Lucena para as eleições de outubro, a pressão recai sobre o governador Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato a reeleição. Ambos lideram as pesquisas de intenção de voto e também estão no radar de uma disputa entre o PT e o Centrão no estado.
Ribeiro é o atual governador da Paraíba e assumiu a cadeira depois de João Azevedo (PSB) renunciar ao cargo para concorrer ao Senado Federal. Seu nome é apoiado através do Partido dos Trabalhadores (PT) e já recebeu acenos do presidente Lula.
Embora a chapa de Ribeiro não tenha fechado nome para vice-governador, a legenda já tem os dois nomes definidos para o Senado: o ex-governador João Azevedo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos), que é pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Os arranjos fechados através da legenda para o Senado testam a influência de Lula e de Hugo Motta na disputa.
Corrida para o Senado na Paraíba A disputa para o Senado na Paraíba tensiona a estratégia do governo no estado. Isso, porque Lula já fez acenos a João Azevedo, Nabor Wanderley e Veneziano Vital do Rêgo para o Senado. Vale destacar, no entanto, que somente Azevedo tem apoio formal do PT. Os acenos de Lula ao outros dois pré-candidatos causaram ruídos nos arranjos políticos, no estado.
Além de terem somente duas vagas para a Casa, Veneziano é o nome que compõe a chapa de Cícero Lucena, que disputa o governo paraibano com Lucas Ribeiro, pré-candidato que tem o suporte do PT. A decisão do partido, entretanto, gera certo desconforto na base governista, já que o PP rompeu com Lula e se posiciona hoje como um dos principais partidos do Centrão.
Por outro lado, pesquisas mostram Azevedo como favorito a uma das vagas ao Senado, o que, de certa forma, preserva a influência petista no governo paraibano, mas amplia a disputa entre Nabor e Veneziano, que dividem votos para a segunda vaga.
A avaliação de especialistas é que uma disputa direta entre os dois pode acabar favorecendo um quarto candidato, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL). Fora das alianças que o governo tenta fazer na Paraíba, Queiroga pode ser beneficiado com a divisão de votos entre Nabor e Veneziano.
Com informações Metropoles



