Uma manifestação planejada por moradores da população de Cambury das Pedras, em Ubatuba, interditou o tráfego da pista Rio-Santos (BR-101), na manhã desta terça-feira (9). O ato público foi motivado por uma ordem de demolição de diversas moradias na área.
De acordo com as chefias comunitárias, o cumprimento da medida de derrubada está programado para esta quarta-feira (10). Preocupadas com o futuro de dezenas de pessoas, as famílias que vivem no local utilizam o protesto para reivindicar a suspensão imediata da ação e exigir uma solução pacífica que evite desabrigar os moradores.
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O bloqueio ocorreu próximo do quilômetro 1 da via, ponto que marca a divisa entre os estados paulista e fluminense, afetando diretamente a principal ligação com o município de Paraty (RJ).
Conforme as informações divulgadas através da CCR RioSP, concessionária responsável através da gestão do segmento, a interdição da pista provocou reflexos no fluxo de veículos nos dois sentidos da pista no começo da manhã.
Equipes de monitoramento da empresa, junto com as forças de segurança rodoviária, foram deslocadas para acompanhar de perto a mobilização, assegurar a segurança dos usuários da via até a liberação do trânsito com os manifestantes.
O imbróglio jurídico envolvendo a praia do Cambury é antigo e iniciou no ano de 1996, motivado por uma ação civil pública ambiental que apontou diversas irregularidades na área costeira.
Em seguida, em 2002, a Justiça determinou a demolição das estruturas consideradas irregulares, assim como a total recuperação ambiental da área afetada. A sentença definitiva foi mantida pelas instâncias superiores e transitou em julgado em 2007, vindo a ser contestada de novo agora devido ao impacto social sobre os moradores locais.
Demolição adiada
Depois de o protesto, a Justiça de Ubatuba decidiu suspender a demolição das moradias localizadas na praia do Cambury das Pedras. A operação de derrubada dos imóveis estava programada para ocorrer quarta-feira agora (10/06), mas foi cancelada provisoriamente para que novos recursos mostrados através da comunidade e por terceiros envolvidos no processo sejam analisados.
A decisão foi proferida através da juíza Marta Andrea Matos Marinho, da 1ª Vara de Ubatuba. Em seu despacho, a magistrada pontuou que não haveria tempo hábil suficiente para assegurar uma análise jurídica adequada de todas as manifestações protocoladas recentemente pelas famílias. A juíza também destacou a necessidade de esclarecer a situação de alguns ocupantes e verificar minuciosamente se todas as construções indagadas estão de fato incluídas na ordem judicial de demolição.
Moradores bloqueiam Rio-Santos em protesto contra demolição de casas
Com informações de NovaImprensa



