Para muitos viajantes, o paraíso tem nome e endereço: Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE). No entanto, o que separa o turista da areia mais cobiçada do mundo não é unicamente um voo ou um barco, mas uma fenda estreita em um paredão de 40 metros de altura que exige fôlego e coragem.
Diferente da maioria das praias do litoral paulista, onde o acesso é tranquilo e feito por calçadões, no Sancho, que já desbancou o Havaí e o Caribe, a logística é parte da aventura. Existem dois jeitos principais de chegar:
Por Terra (através da famosa “Escada do Medo”): O visitante precisa descer por duas escadarias metálicas cravadas dentro de uma fenda na rocha. O espaço é apertado (passa unicamente uma pessoa por vez) e pode causar vertigem em alguns que têm medo de altura. A vista lá de baixo, por outro lado, é a recompensa absoluta.
Através do Mar: Por intermédio de barcos de passeio. É a opção mais confortável, mas que não disponibiliza a mesma sensação de “conquista” de quem desce o paredão.
As águas são tão cristalinas que é plausível ver peixes e tartarugas / Foto: Reprodução/YouTube Viagens Cine
O que encontrar no “Melhor Sancho do Mundo”
Uma vez na areia, o cenário é de filme de Hollywood. As águas são tão cristalinas que é plausível ver peixes, tartarugas e até pequenos tubarões (inofensivos) sem precisar mergulhar fundo.
Dica de Ouro: Se você visitar a ilha entre abril e junho, terá a oportunidade de ver duas cachoeiras de água doce que se formam nos paredões e caem direto na areia. Esse fenômeno raro só ocorre no momento de chuvas.
Mergulho: O Sancho é tido um dos melhores pontos de snorkel do Brasil devido à visibilidade da água, que chega a 50 metros horizontalmente.
Quanto custa e como planejar?
Para entrar a Baía do Sancho, o turista precisa do ingresso do Parque Nacional Marinho. Atualmente, o valor para brasileiros é de R$ 179,00, com validade de 10 dias.
Atenção: Existe um horário de controle para descida e subida da escada para impedir “engarrafamentos” na fenda. Informe-se no PIC (Posto de Informação e Controle) logo na chegada.
Dica para o leitor do Litoral
Se você está acostumado com as facilidades de Santos ou Guarujá, prepare-se: em Noronha não existe quiosques ou vendedores ambulantes no Sancho. É um ambiente de preservação rigorosa. Leve sua água e não esqueça de trazer todo o seu lixo de volta.
@@NOTICIA_GALERIA@@
De São Paulo ao isolamento: a “Ilha das Couves” de Noronha
Se você frequenta o Litoral Norte de SP, o cenário de águas transparentes da Baía do Sancho lembrará a exclusividade da Ilha das Couves, em Ubatuba. Ambas exigem planejamento e controle rigoroso de visitantes para preservar a natureza intacta.
Mas, para ir até Baía do Sancho, a jornada saindo de São Paulo (capital) começa com um voo de três horas até Recife ou Natal. De lá, uma conexão rápida de uma hora sobre o Atlântico separa o asfalto paulista deste paraíso separado em Pernambuco.
Diferente das praias da Rio-Santos, emolduradas através da Serra do Mar, o Sancho tem geografia vulcânica e imponente. Não existe a infraestrutura de quiosques que vemos no Guarujá ou em Santos; o luxo aqui é o silêncio.
O cenário de águas transparentes da Baía do Sancho lembra a Ilha das Couves, em Ubatuba / Foto: Reprodução/Viagens Cine
Para o turista que sai de Guarulhos ou Congonhas, a maior mudança é o desapego. Enquanto na Riviera de São Lourenço você tem tudo à mão, no Sancho você é um convidado da natureza e deve trazer sua própria água.
Muitos comparam a descida da fenda com trilhas famosas de SP, como a das Sete Praias. Ainda assim, a verticalidade da escada de ferro em Noronha traz uma adrenalina única, exigindo revezamento entre quem sobe e desce.
Com informações do Diario do Litoral



