{"id":13641,"date":"2026-01-13T13:15:25","date_gmt":"2026-01-13T13:15:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioubatuba.com.br\/2026\/01\/13\/as-perspectivas-do-mercado-e-do-governo-sobre-a-economia-em-2026\/"},"modified":"2026-01-16T09:50:36","modified_gmt":"2026-01-16T09:50:36","slug":"as-perspectivas-do-mercado-e-do-governo-sobre-a-economia-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioubatuba.com.br\/?p=13641","title":{"rendered":"As perspectivas do mercado e do governo sobre a economia em 2026"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>O ano de 2026 ser\u00e1 decisivo para o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). Na etapa final do mandato, o Planalto sabe que o desempenho da economia ser\u00e1 pe\u00e7a central tanto para a sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pr\u00f3prio governo quanto para a constru\u00e7\u00e3o do palanque eleitoral de Lula e dos candidatos governistas.<\/p>\n<p> Dentro e fora do governo, cresce a expectativa de que 2026 ser\u00e1 um ano em que resultados econ\u00f4micos e coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica andar\u00e3o juntos.<\/p>\n<p> Desde 2023, Lula e a equipe econ\u00f4mica apostaram em uma estrat\u00e9gia de reconstru\u00e7\u00e3o institucional, reativa\u00e7\u00e3o de investimentos p\u00fablicos e retomada do consumo interno. Ao mesmo tempo, procuraram apresentar comprometimento com responsabilidade fiscal com o aux\u00edlio do novo arcabou\u00e7o e da promessa de reequilibrar as contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p> O desafio, agora, \u00e9 exibir resultados consistentes em um ano programado por campanhas, decis\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias sens\u00edveis e um Congresso Nacional mais fragmentado e assertivo nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      Leia tamb\u00e9m      \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t         A percep\u00e7\u00e3o no Pal\u00e1cio de Planalto \u00e9 que se indicadores como infla\u00e7\u00e3o, renda, emprego e ritmo de crescimento continuarem favor\u00e1veis, o governo ter\u00e1 um discurso robusto para vender em 2026. Lula j\u00e1 sinalizou que pretende colocar a economia \u201cno centro do debate\u201d, evidenciando avan\u00e7os como infla\u00e7\u00e3o dentro da meta, reestrutura\u00e7\u00e3o de programas sociais e de cr\u00e9dito e a melhora no mercado de trabalho.<\/p>\n<p> Desafio das metas fiscais Um dos pontos de maior tens\u00e3o entre o governo e o mercado financeiro \u00e9 a trajet\u00f3ria das contas p\u00fablicas. O arcabou\u00e7o fiscal estabeleceu metas ousadas, particularmente para 2026, quando a Fazenda se comprometeu a entregar um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,25% do PIB, aproxamadamente R$ 34 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p> Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, n\u00e3o existe possibilidade de alterar o objetivo fiscal, que, conforme com ele, ser\u00e1 cumprida. O ministro refor\u00e7a que a combina\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o de gastos, aumento de efici\u00eancia arrecadat\u00f3ria e medidas j\u00e1 enviadas ao Congresso permitir\u00e1 alcan\u00e7ar os resultados previstos.<\/p>\n<p> No entanto, dentro do pr\u00f3prio governo, existe vozes mais cautelosas. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, j\u00e1 classificou publicamente o objetivo de 2026 como \u201cdesafiadora\u201d, justamente por parte do esfor\u00e7o fiscal depender de vota\u00e7\u00f5es sens\u00edveis, e ainda incertas, no Congresso.<\/p>\n<p> No mercado financeiro, a percep\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria \u00e9 de que o objetivo pode ser cumprida, mas com muita dificuldade. Analistas avaliam que o governo ainda n\u00e3o apresentou um plano suficientemente detalhado de corte de despesas e que o espa\u00e7o para aumento de receita em 2026 \u00e9 limitado.<\/p>\n<p>1 de 6<\/p>\n<p>Os ministros Fernando Haddad e Simone Tebet<\/p>\n<p>KEBEC NOGUEIRA\/METR\u00d3POLES @kebecfotografo<\/p>\n<p>2 de 6<\/p>\n<p>Gabriel Gal\u00edpolo e Fernando Haddad<\/p>\n<p>VIN\u00cdCIUS SCHMIDT\/METR\u00d3POLES @vinicius.foto<\/p>\n<p>3 de 6<\/p>\n<p>Ministro da Fazenda, Fernando Haddad<\/p>\n<p>Hugo Barreto\/Metr\u00f3poles<\/p>\n<p>4 de 6<\/p>\n<p>Ministra do Planejamento e Or\u00e7amento, Simone Tebet <\/p>\n<p>KEBEC NOGUEIRA\/METR\u00d3POLES @kebecfotografo<\/p>\n<p>5 de 6<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo <\/p>\n<p>Breno Esaki\/Metr\u00f3poles @BrenoEsakiFoto<\/p>\n<p>6 de 6<\/p>\n<p>Ministro da Fazenda, Fernando Haddad<\/p>\n<p>VIN\u00cdCIUS SCHMIDT\/METR\u00d3POLES @vinicius.foto<\/p>\n<p> Infla\u00e7\u00e3o e juros A perspectiva do mercado para 2026 inclui um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o ainda controlada, mas sujeito ao ritmo das contas p\u00fablicas e \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria do Banco Central (BC). A expectativa predominante \u00e9 que, com a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global e a normaliza\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas, a infla\u00e7\u00e3o brasileira siga abaixo de 4%.<\/p>\n<p> O governo trabalha com previs\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o de 3,6%, dentro do intervalo de toler\u00e2ncia. O objetivo de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 3% ao ano, com banda de toler\u00e2ncia de 1,5% para cima ou para baixo.<\/p>\n<p> Do lado dos juros, economistas esperam que o ciclo de cortes possa ganhar ritmo em 2026, dependendo do grau de confian\u00e7a nas contas p\u00fablicas e do comportamento da atividade econ\u00f4mica. O governo estima uma Selic de 13% ao final do ano, mas parte do mercado projeta algo menor, 12,25%.<\/p>\n<p> No entanto, para o professor de economia Marcos Calil, da Strong Business School, o comportamento do mercado de trabalho e choques de oferta globais (commodities, energia) tamb\u00e9m podem reaquecer a infla\u00e7\u00e3o se ocorrerem surpresas, o que dificultaria um ciclo longo de redu\u00e7\u00e3o dos juros.<\/p>\n<p> \u201cO mercado j\u00e1 precifica o in\u00edcio do ciclo de afrouxamento monet\u00e1rio no come\u00e7o de 2026. Para os mais otimistas, o corte poder\u00e1 ocorrer logo no in\u00edcio dos dois primeiros meses do ano, caso a infla\u00e7\u00e3o continue nos pr\u00f3ximos relat\u00f3rios. Entretanto, o cen\u00e1rio desafiador caracter\u00edstico em ano eleitoral e o cen\u00e1rio fiscal podem adiar o cen\u00e1rio de cortes de juros\u201d, explica.<\/p>\n<p>  PIB, emprego e renda O governo estima um crescimento do PIB de 2,4%, sustentado por:<\/p>\n<p>  Expans\u00e3o moderada do consumo; Melhora do investimento p\u00fablico e privado; Pol\u00edtica industrial focada em reindustrializa\u00e7\u00e3o verde; Programas voltados para cr\u00e9dito e inclus\u00e3o produtiva.  Apesar de um ambiente internacional desafiador, analistas reconhecem que a economia brasileira tem mostrado resili\u00eancia. O mercado de trabalho continua aquecido, e a massa salarial real cresceu no decurso de 2025, fatores que impactam diretamente a percep\u00e7\u00e3o popular sobre a economia.<\/p>\n<p> \u201cNum passado recente, apesar do mercado de trabalho permanece resiliente, j\u00e1 ocorrem sinais de esfriamento moderado. As perspectivas indicam que a taxa de desemprego, que atingiu m\u00ednimas hist\u00f3ricas em 2024, tende a subir ligeiramente em 2026\u201d, diz Marcos Calil.<\/p>\n<p> O professor de economia afirma ainda, que entre os riscos dom\u00e9sticos mais citados por bancos para 2026 est\u00e3o a deteriora\u00e7\u00e3o fiscal, dificuldades de aprovar medidas estruturais e choques de receitas tribut\u00e1rias, sendo que a maior parte deles est\u00e1 ligado ao momento eleitoral.<\/p>\n<p>  Negocia\u00e7\u00f5es com o Congresso Nacional Nenhuma previs\u00e3o para 2026 pode ignorar a rela\u00e7\u00e3o do governo com o Congresso. A disputa por recursos, as press\u00f5es de categorias planejadas e a proximidade das elei\u00e7\u00f5es tendem a tornar as negocia\u00e7\u00f5es ainda mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p> Parlamentares precisam adotar postura mais r\u00edgida, e medidas fiscais impopulares \u2014 como aumento de qualquer imposto \u2014 tendem a sofrer resist\u00eancia. A governabilidade em 2026 depender\u00e1 de articula\u00e7\u00e3o fina e de concess\u00f5es pol\u00edticas relevantes.<\/p>\n<p> Tanto o governo quanto o mercado sabem que expectativas moldam decis\u00f5es econ\u00f4micas e, portanto, influenciam o pr\u00f3prio resultado da economia.<\/p>\n<p> O desempenho de 2026 ter\u00e1 impacto direto n\u00e3o unicamente na sucess\u00e3o presidencial, mas tamb\u00e9m na percep\u00e7\u00e3o do pa\u00eds por investidores, ag\u00eancias de risco e atrav\u00e9s da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Para o professor Marcos Calil, as expectativas para 2026 s\u00e3o moderadas, por um lado existe otimismo pragm\u00e1tico, com expectativas de infla\u00e7\u00e3o em queda, ind\u00edcios de arrefecimento da atividade que favorecem cortes de juros e \u00edndices de confian\u00e7a que subiram recentemente. Por outro, prevalece cautela diante dos riscos fiscais e pol\u00edticos.<\/p>\n<p><i>Com informa\u00e7\u00f5es Metropoles<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2026 ser\u00e1 decisivo para o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). Na etapa final do mandato, o Planalto sabe que o desempenho da economia ser\u00e1 pe\u00e7a central tanto para a sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pr\u00f3prio governo quanto para a constru\u00e7\u00e3o do palanque eleitoral de Lula e dos candidatos governistas. 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