{"id":10867,"date":"2025-08-14T05:25:49","date_gmt":"2025-08-14T05:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioubatuba.com.br\/2025\/08\/14\/interior-do-rs-ainda-sofre-com-consequencias-de-enchente-historica\/"},"modified":"2025-08-28T23:02:27","modified_gmt":"2025-08-28T23:02:27","slug":"interior-do-rs-ainda-sofre-com-consequencias-de-enchente-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioubatuba.com.br\/?p=10867","title":{"rendered":"Interior do RS ainda sofre com consequ\u00eancias de enchente hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>O levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) que indica os gargalos de log\u00edstica do pa\u00eds aponta nove pontes quebradas em pistas brasileiras. Entre essas, quatro est\u00e3o no Rio Grande do Sul e foram danificadas durante a trag\u00e9dia clim\u00e1tica do ano passado.<\/p>\n<p>A ponte sobre o Rio Arroio Grande, na RS-287, \u00e9 um dos pontos cr\u00edticos. O governo do estado e a concession\u00e1ria Sacyr, que explora o segmento financeiramente, vivem um cabo de guerra na Justi\u00e7a para definir a responsabilidade sobre a recupera\u00e7\u00e3o da ponte. Enquanto isso, os moradores de Santa Maria (RS) e das cidades vizinhos dependem de uma estrutura provis\u00f3ria instalada atrav\u00e9s do Ex\u00e9rcito Brasileiro para transitar na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Leia a reportagem \u201cUm Brasil que desmorona\u201d.<\/p>\n<p>A dificuldade \u00e9 que a estrutura, chamada de \u201cponte t\u00e1tica\u201d, s\u00f3 pode ser usada por um ve\u00edculo pesado de cada vez, e isso encerra provocando engarrafamentos na estrada vicinal.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO que \u00e9 provis\u00f3rio est\u00e1 virando definitivo\u201d, reclama Andrei Lacerda, presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria de Santa Maria (Cacism). O p\u00e9ssimo estado das pistas do interior do estado prejudica a economia local e o acesso dos moradores a servi\u00e7os.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Lacerda julga as estradas como cicatrizes abertas no asfalto atrav\u00e9s da trag\u00e9dia clim\u00e1tica. \u201cO estado n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de enfrentar outra enchente. Voc\u00ea v\u00ea a fragilidade na estrutura dos munic\u00edpios e nas pessoas. \u00c9 muito dif\u00edcil reconstruir tudo de novo\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Ter\u00e7a-feira agora (12\/8), o <strong>Metr\u00f3poles<\/strong> publica a reportagem especial \u201cUm Brasil que desmorona\u201d, que investigou os impactos causados atrav\u00e9s do desmoronamento de pontes em quatro estados brasileiros. A reportagem visitou Amazonas, Maranh\u00e3o, Rio Grande do Sul e Tocantins para a apura\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>Veja imagens de estradas e pontes destru\u00eddas no interior do RS:<\/strong><\/p>\n<p> 9 imagensFechar modal.1 de 9<\/p>\n<p>Ponte destru\u00edda na RS-348<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto2 de 9<\/p>\n<p>Acesso provis\u00f3rio depois de queda da ponte da RS-348<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto3 de 9<\/p>\n<p>Fila de carros parados para travessia da ponte provis\u00f3ria da RSC-287<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto4 de 9<\/p>\n<p>Acesso provis\u00f3rio depois de queda da ponte da RS-348<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto5 de 9<\/p>\n<p>Via completamente destru\u00edda no RS<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto6 de 9<\/p>\n<p>Ponte da RS 348 destru\u00edda pelas enchentes de 2024<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto7 de 9<\/p>\n<p>Ponte destru\u00edda e acesso provis\u00f3rio<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto8 de 9<\/p>\n<p>Ambul\u00e2ncia precisa cortar a fila de carros para travessia de emerg\u00eancia<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto9 de 9<\/p>\n<p>Ponte da RS-348 destru\u00edda atrav\u00e9s da enchente<\/p>\n<p>BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto <\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria de Santa Maria explica que um segmento, antes, feito em tr\u00eas horas e 30 minutos agora pode demorar o dobro de tempo. \u201c\u00c9 um dia a mais na di\u00e1ria do motorista. As transportadoras n\u00e3o est\u00e3o conseguindo cumprir o hor\u00e1rio dos caminhoneiros\u201d, afirma Lacerda.<\/p>\n<p><strong>Sem trafegabilidade<\/strong><\/p>\n<p>O funcion\u00e1rio p\u00fablico Volnei Savegnago exibiu o segmento da RS-348 entre os munic\u00edpios de Dona Francisca a Agudo, que tamb\u00e9m s\u00e3o pr\u00f3ximas \u00e0 Santa Maria. A pista estadual e a ponte local foram inteiramente devastadas pelas enchentes.<\/p>\n<p>Na estrada, n\u00e3o existe sequer uma placa que indique previs\u00e3o para o come\u00e7o de obras. \u201cN\u00f3s estamos nessa pen\u00faria desde a \u00e9poca da enchente, nos acostumados a ficar desse jeito\u201d, lamenta Volnei, que mora em Faxinal do Soturno (RS), outro munic\u00edpio pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem trafegabilidade, as pontes est\u00e3o quebradas em trechos inteiros. Aqui ficamos abandonados\u201d, indigna-se. Ao <strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, o governo do Rio do Sul informou que recuperou 94% das pistas estaduais.<\/p>\n<p><i>Com informa\u00e7\u00f5es Metropoles<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) que indica os gargalos de log\u00edstica do pa\u00eds aponta nove pontes quebradas em pistas brasileiras. Entre essas, quatro est\u00e3o no Rio Grande do Sul e foram danificadas durante a trag\u00e9dia clim\u00e1tica do ano passado. 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