Secretaria de Saúde trabalha em recuperação de edificações
Postado em 26/06/2026
Pensando na qualidade dos serviços promovidos aos usuários e no bem-estar dos trabalhadores da rede municipal, desde março deste ano, a Secretaria de Saúde de Ubatuba trabalha em um plano de recuperação das Unidades de Saúde que apresentam problemas estruturais relacionados, principalmente, a infiltrações e falhas na cobertura.
As obras contemplam as unidades construídas entre 2018 e 2020 através do programa estadual Saúde em Ação: a UBS do Horto, a UBS do Cícero Gomes, o CAPS I e o CAPS AD. Com o passar dos anos, essas edificações passaram a apresentar falhas construtivas que exigiram intervenções corretivas para defender a conservação dos edifícios e a continuidade dos atendimentos.
As intervenções estão sendo executadas com recursos próprios e contemplam a reforma dos telhados, substituição de forros, manutenção da rede elétrica, tratamento das infiltrações, pintura e adequações na infraestrutura dos aparelhos de ar-condicionado. “É importante destacar que as unidades não estão parando para que as obras aconteçam. Entretanto, a equipe que trabalha nos prédios redobra os devidos cuidados durante o processo”, explicou o Secretário de Saúde, Fabrício Lima.
A primeira unidade contemplada foi o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I), em que as obras tiveram começo no mês de março, com a reforma do telhado e a impermeabilização da cobertura. Os serviços estão em fase de conclusão, restando somente acabamentos de pintura e a instalação de luminárias, com entrega está prevista para o final de julho.
Os trabalhos na Unidade Básica de Saúde do Cícero Gomes têm começo previsto para a semana que vem, com duração estimada de três meses. A primeira etapa compreenderá a recuperação completa do telhado. Depois de a conclusão dessa fase, serão realizados testes para verificar a eficiência da cobertura antes do começo das intervenções internas, que incluem o tratamento das infiltrações, reparos nas regiões afetadas através da umidade, pintura e demais serviços de manutenção.
O cronograma também estima reparos na Unidade Básica de Saúde do Horto e no CAPS AD, ambos com previsão de conclusão das intervenções no segundo semestre deste ano.
Entenda o caso:
As quatro unidades fazem parte de um conjunto de edificações construídas através do programa estadual Saúde em Ação, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo desenvolvida em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), criada para ampliar e modernizar a infraestrutura da rede pública de saúde paulista. O programa previa a construção de unidades padronizadas em vários municípios, com projetos arquitetônicos previamente definidos e licitações realizadas de forma centralizada através do Estado.
Em Ubatuba, as edificações foram executadas por empresa contratada através do Governo do Estado, responsável também através da fiscalização técnica das obras e através da entrega das unidades prontas para funcionamento. O município recebeu os edifícios já concluídos e equipados, sem participação na contratação da construtora ou na execução dos serviços.
Nos anos seguintes à entrega, começaram a surgir problemas construtivos em vários edifícios beneficiados através do programa em diferentes regiões do Estado. Cidades como Cajati, no Vale do Ribeira, e Americana, na Área Metropolitana de Campinas, relataram infiltrações, falhas na cobertura, trincas, deterioração de forros e danos provocados através da umidade em unidades construídas através do mesmo programa. Relatórios de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também apontaram ocorrências relacionadas à execução e ao acompanhamento dessas obras em diversas localidades.
“As características climáticas de Ubatuba, marcadas por elevados índices pluviométricos e alta umidade durante grande parte do ano, contribuíram para o agravamento dessas manifestações construtivas. Com o passar do tempo, tornou-se necessária a realização de intervenções corretivas para preservar as edificações e garantir condições adequadas de funcionamento das unidades”, explicou o engenheiro da Secretaria de Saúde, Mayk Lisboa.



